3 descobertas da semana do Spotify em 2017

Se você tem uma conta no Spotify e ainda não abriu as Descobertas da Semana, faça. Os algoritmos malucos da plataforma costumam acertar em cheio no quesito ‘músicas que você pode gostar’. Funciona até mesmo pra quem é extremamente eclético – o que chega a assustar porque só reforça o quanto Black Mirror é real.

Algumas das descobertas funcionam como trilha sonora para momento e a gente passa sem ressentimento. Outras, seduzem e convidam a conhecer mais trabalhos do artista em questão. Nos casos em que você aperta o botão salvar, é porque o streaming, de fato, te venceu.
Aqui vão três artistas que foram garimpados na playlist e merecem menção honrosa:

Letícia Novaes
Letrux em Noite de Climão, álbum de estreia da cantora, é uma verdadeira miscelânea de gêneros. Lançado em julho desse ano, o disco traz uma evolução de MPB, com toques elétricos e a personalidade forte da cantora impressa na voz, que varia do suave ao agressivo ao longo das canções. Explorando um universo artístico que vai além do musical, Letícia recita em inglês, francês e português em um sarau polifônico e ritmado que, pelo sentimento, cativa até mesmo os ouvidos de quem não entende bulhufas de qualquer um dos idiomas. Pudores são esquecidos em letras que citam sobre o “milagre feito com duas mãos, o farol aceso e as pernas abertas” e é mais fácil sentir do que falar:

Zebu
Resgatando o espírito tupiniquim (e o excelentíssimo pagode dos anos 90), Zebu convida cantores do underground para criar releituras de clássicos da música brasileira em uma série de remixagens malucas e um tanto dançantes. Ao explorar batidas rápidas e sons artificiais, o DJ, por vezes, parece emergir seu ouvinte na trilha sonora de algum video game vintage – só que brasileiro. Mas a aposta certeira do produtor é na pluralidade do trabalho: você nunca vai escutar a mesma voz nas canções. E isso pode parecer idiota, mas é fundamental. Como as músicas tendem a seguir um padrão de mixagem é o timbre que diferencia e dá um toque único para cada trabalho de Zebu. Segura essa:

Blackbear
Blackbear é o tipo de artista que dispensaria produção. O cara se sustenta pela voz. Depois de trabalhar produzindo faixas para alguns dos maiores headliners da indústria fonográfica norte-americana (leia-se Justin Bieber, Linkin Park e Pharell), o cantor colocou a boca no microfone, lançando o primeiro álbum de estúdio, Deadroses, em 2012. De lá pra cá, o som evoluiu, assumindo uma identidade que mescla rap e R&B e usando elementos do hip hop de uma forma mais gourmetizada. Para quem é fã de um som mais suave, #ficaadica:

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