Foto: Divulgação | Collage: Igor Amâncio

Bati um papo com Sofi Tukker before it was cool

Aconteceu em um dia qualquer. Uma playlist rolava na caixinha de som aqui no loft quando Drinkee começou a tocar. Sabe aquela música que se apossa da sua alma e faz o bumbum remexer sozinho na cadeira? Foi isso. É isso. A letra, em português; a batida, um mix de referências. Adler checou no aplicativo e descobriu que a dona da voz era Sofi Tukker.

Fui logo dando aquela Googlada básica e descobri que Sofi Tukker, na verdade, é um duo composto por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern. O primeiro EP da banda, Soft Animals, foi lançado em 2016 e conta com 6 canções das quais duas são cantadas em português.

No início desse ano, o single Johny, adaptação de um poema de Paulo Leminski, entrou para a trilha sonora do Fifa 2017 e, prevejo, você vai ouvir falar muito desses dois.

Depois de segui-los no Instagram, contatei os gringos e bati um papo com eles. Olha só:

Como Sofi Tukker nasceu?

Nos conhecemos na universidade. Na época, Sophie tocava bossa nova e eu era DJ. Quando juntamos os nossos estilos e criamos esse mix de influências, nós começamos a banda.

E quais são as suas influências no mundo da música? Tem alguma banda ou estilo que vocês gostam?

Nós gostamos de músicas de todos os lugares. Temos um estilo bem diferente na verdade. Tucker gosta de house, rap e punk enquanto eu gosto muito de folk, música brasileira e africana. Mas isso é um resumão, nossos gostos são bem mais complexos e estão sempre crescendo.

Por que vocês fizeram as letras de Drinkee e Matadora em português?

Sophie ama cantar em português e encontrou o poeta Chacal quando estava na universidade. Ele é um cara muito divertido para trabalhar e as duas músicas são basicamente adaptações de seus poemas.

Aliás, acabei de ver que vocês foram nomeados ao Grammy, parabéns! Como vocês se sentem sabendo que a primeira música de vocês tá arrasando?

É incrível! Não esperávamos e estamos muito animados para ir ao evento.

Vocês vão fazer shows no Canadá e na Austrália. Podemos esperar uma visitinha ao Brasil?

Logo mais :).

Sofi, você passou um período aqui no Brasil. Como foi a viagem? Acrescentou algo no seu som?

Minha estadia no brasil foi uma das coisas mais inspiradoras da vida, musicalmente falando. Nos seis meses que passei aí, estudei o violão, me apaixonei pelo forró e fiquei admirada pela forma que as pessoas se expressam através da música. A cultura musical e a língua (portuguesa) são naturalmente melódicas. Já quero voltar!

Já estamos na campanha então #VoltaSofiTukker.

Texto originalmente publicado em 03/02/2017 

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